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Food Waste

  A comida, além de ser um meio de sobrevivência para os seres humanos, também surge como parte das nossas culturas. É um facto que todos gostamos de comer. No entanto, o quanto gostamos de comer também gostamos de desperdiçar. 

  Segundo a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 1/3 da comida produzida para consumo é desperdiçada, o que se traduz em 630 milhões de toneladas de alimentos.

food waste2 (Sarah Reingewirtz, Pasadena
Photo by Sarah Reingewirtz

Porque é que há tanto desperdício?

  Este problema está principalmente ligado à globalização, uma vez que as cadeias de abastecimento são cada vez mais complexas e agora são-nos disponibilizados todos os produtos em todo o lado. Os alimentos deixaram de ter épocas de consumo e, ao que parece, podemos comprar mangas indianas na Alemanha e maçãs americanas na Indonésia, durante todo o ano.

  No processo de transporte dos produtos, muitos deles são perdidos ou desperdiçados e, mesmo quando chegam aos supermercados, os retalhistas fazem questão de mandar fora produtos com um aspeto estranho, mas que de resto são perfeitamente comestíveis, e os consumidores nem sempre consomem tudo o que compram.

 

  Os compradores querem muitas opções, e os retalhistas não querem ficar sem nada. Infelizmente, este abastecimento de stocks encoraja o desperdício, uma vez que é mais provável que os produtos atinjam as suas datas de "validade" enquanto ainda estão na prateleira. Nessa altura, os mercados têm de se desfazer do excedente, e grande parte dele é simplesmente deitado fora.

 

  Além disso, restaurantes com modelo buffet e “tudo incluído” encorajam as pessoas a porem no prato mais do que conseguem comer, o que significa que muita comida é desperdiçada nesses estabelecimentos, uma vez que os rendimentos disponíveis cobrem o desperdício das sobras. 

Quais são os impactos ambientais deste problema?

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​Área Agrícola

Alimentos desperdiçados ou perdidos (28%)

Graphic by Camila Pina

  Quando os produtos alimentares são descartados, não é só a comida que é desperdiçada. Há toda uma utilização de recursos necessários para a produção desses alimentos, como água para a irrigação, terra para a plantação, combustíveis para abastecer os veículos de colheita e de transporte, entre outros. 

  Quando desperdiçamos qualquer alimento, temos de ter em consideração todos esses recursos que são, na prática, desperdiçados juntamente com a comida. 

 

   Vinte e oito por cento da área agrícola do mundo é utilizada para produzir alimentos que acabam por ser perdidos ou desperdiçados todos os anos. Não só isso resulta numa degradação desnecessária da terra, como também a limpeza da terra para fins agrícolas é uma causa de desflorestação, que elimina os habitats da vida selvagem e elimina as árvores que absorvem os gases de estufa. (Reset, 2018)

 

   A FAO estima que a pegada de carbono dos resíduos alimentares é de 3,3 mil milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano. Não só o petróleo, gasóleo e outros combustíveis poluentes são utilizados para alimentar máquinas de produção e veículos de transporte, mas também os gases com efeito de estufa são emitidos pelos próprios resíduos alimentares. 

Qual a solução?

  Nos países em desenvolvimento, é preciso apostar numa melhor formação dos agricultores e em investimentos públicos e privados em infra estruturas. São necessárias tecnologias capazes de atuar como refrigeração e como fontes de energias renováveis, como é o exemplo de painéis solares. 

  Nos países industrializados, os supermercados podem optar por doar os produtos não vendidos. Felizmente, vários retalhistas já adotaram esta prática e, inclusive, criaram plataformas de software para notificar os subscritores ou instituições de caridade locais sobre excedentes alimentares disponíveis para recolha.

   Em Portugal, foi criada uma aplicação que combate o desperdício alimentar, a Too Good To Go. Esta aplicação define-se como um mercado online onde é possível encomendar produtos que seriam descartados por hóteis, restaurantes e supermercados. O mesmo acontece com aplicações semelhantes como a Olio, a Phenix Portugal e a Fair Meals.

   Outra solução é reaproveitar alimentos, quer seja para a confeção de diversas receitas ou para fazer novos produtos de limpeza com as sobras que usamos na cozinha. 

É importante que os consumidores mudem alguns dos seus hábitos de consumo:

-  Comer menos e melhor 

-  Tentar comprar produtos locais e sazonais

-  Melhorar o planeamento das refições

-  Infrormar-se sobre sobre a rotulagem de validade

-  Fazer compostagem

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